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Saúde

Consumo de chá pode estar associado a ossos mais fortes em mulheres

Pesquisa analisou os efeitos da ingestão de chá e café na saúde óssea de mulheres acima de 65 anos; médica alerta que cuidados clássicos seguem essenciais

Por Redação Sergipe Notícias Publicado em 16/03/2026 às 08:53
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Consumo de chá pode estar associado a ossos mais fortes em mulheres

 

O consumo de café e chá faz parte da rotina dos brasileiros, mas o impacto dessas bebidas sobre a saúde dos ossos ainda gera dúvidas. Segundo um amplo estudo publicado em novembro na revista Nutrients, a ingestão frequente de chá pode estar associada a uma densidade óssea ligeiramente maior no quadril em mulheres.

A pesquisa acompanhou, ao longo de dez anos, quase 10 mil mulheres com 65 anos ou mais que participam do Study of Osteoporotic Fractures, levantamento focado em fraturas por osteroporose. Os estudiosos analisaram o consumo de café e chá e compararam esses dados com exames de densidade mineral óssea do quadril e do colo do fêmur.

Enquanto o chá pareceu ter um efeito protetor, o café não demonstrou prejudicar a saúde dos ossos — embora doses elevadas da bebida (acima de cinco xícaras por dia) possam estar relacionadas a um risco maior de perda óssea. “O consumo moderado, em geral, até duas ou três xícaras por dia, não está associado a prejuízos importantes para os ossos, desde que a ingestão de cálcio seja adequada. O problema é o excesso”, pontua a reumatologista Isabella Monteiro, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

Portanto, não há motivo para deixar de tomar café, apenas para evitar exageros, especialmente mulheres com osteoporose ou alto risco de fraturas. “A diferença observada é muito pequena. Do ponto de vista do consultório, esse resultado não muda condutas nem indicações de tratamento. Esse achado tem mais relevância populacional do que individual”, observa Monteiro.

O estudo também analisou subgrupos diferentes de mulheres e constatou que aquelas com maior consumo de álcool poderiam apresentar efeitos mais negativos do café sobre os ossos, enquanto aquelas com obesidade se beneficiariam mais do chá. “São hipóteses que precisam ser confirmadas. A Sociedade Brasileira de Reumatologia recomenda que as decisões clínicas devem se basear em fatores de risco bem estabelecidos, e não em associações ainda em investigação”, ressalta a médica.

Risco para mulheres

A osteoporose é uma condição marcada pela redução da massa e da qualidade óssea, aumentando o risco de fraturas, especialmente na coluna, no quadril e no punho. Trata-se de um problema altamente prevalente após a menopausa. “A queda do estrogênio acelera a perda óssea, e estima-se que cerca de um terço das mulheres acima dos 50 anos terá uma fratura osteoporótica ao longo da vida”, relata a reumatologista do Einstein Goiânia.

O diagnóstico é feito por meio da densitometria óssea, um exame indolor. Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), o teste é recomendado para todas as mulheres a partir dos 65 anos ou antes, quando há fatores de risco, como menopausa precoce, fratura prévia por fragilidade, histórico familiar ou uso prolongado de corticoides.

Os pilares clássicos para prevenção e tratamento são: ingestão adequada de cálcio e vitamina D, atividade física regular, prevenção de quedas e tratamento medicamentoso quando indicado. O cafezinho e o chá podem ser consumidos dentro de um contexto alimentar equilibrado. “Essas bebidas podem fazer parte dos hábitos de vida, desde que com moderação, mas não substituem medidas comprovadamente eficazes para proteger os ossos ao longo do envelhecimento”, frisa Isabella Monteiro.

Fonte: Agência Einstein

 

Consumo de chá pode estar associado a ossos mais fortes em mulheres
Pesquisa analisou os efeitos da ingestão de chá e café na saúde óssea de mulheres acima de 65 anos; médica alerta que cuidados clássicos seguem essenciais

Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein

O consumo de café e chá faz parte da rotina dos brasileiros, mas o impacto dessas bebidas sobre a saúde dos ossos ainda gera dúvidas. Segundo um amplo estudo publicado em novembro na revista Nutrients, a ingestão frequente de chá pode estar associada a uma densidade óssea ligeiramente maior no quadril em mulheres.

A pesquisa acompanhou, ao longo de dez anos, quase 10 mil mulheres com 65 anos ou mais que participam do Study of Osteoporotic Fractures, levantamento focado em fraturas por osteroporose. Os estudiosos analisaram o consumo de café e chá e compararam esses dados com exames de densidade mineral óssea do quadril e do colo do fêmur.

Enquanto o chá pareceu ter um efeito protetor, o café não demonstrou prejudicar a saúde dos ossos — embora doses elevadas da bebida (acima de cinco xícaras por dia) possam estar relacionadas a um risco maior de perda óssea. “O consumo moderado, em geral, até duas ou três xícaras por dia, não está associado a prejuízos importantes para os ossos, desde que a ingestão de cálcio seja adequada. O problema é o excesso”, pontua a reumatologista Isabella Monteiro, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

Portanto, não há motivo para deixar de tomar café, apenas para evitar exageros, especialmente mulheres com osteoporose ou alto risco de fraturas. “A diferença observada é muito pequena. Do ponto de vista do consultório, esse resultado não muda condutas nem indicações de tratamento. Esse achado tem mais relevância populacional do que individual”, observa Monteiro.

O estudo também analisou subgrupos diferentes de mulheres e constatou que aquelas com maior consumo de álcool poderiam apresentar efeitos mais negativos do café sobre os ossos, enquanto aquelas com obesidade se beneficiariam mais do chá. “São hipóteses que precisam ser confirmadas. A Sociedade Brasileira de Reumatologia recomenda que as decisões clínicas devem se basear em fatores de risco bem estabelecidos, e não em associações ainda em investigação”, ressalta a médica.

Risco para mulheres

A osteoporose é uma condição marcada pela redução da massa e da qualidade óssea, aumentando o risco de fraturas, especialmente na coluna, no quadril e no punho. Trata-se de um problema altamente prevalente após a menopausa. “A queda do estrogênio acelera a perda óssea, e estima-se que cerca de um terço das mulheres acima dos 50 anos terá uma fratura osteoporótica ao longo da vida”, relata a reumatologista do Einstein Goiânia.

O diagnóstico é feito por meio da densitometria óssea, um exame indolor. Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), o teste é recomendado para todas as mulheres a partir dos 65 anos ou antes, quando há fatores de risco, como menopausa precoce, fratura prévia por fragilidade, histórico familiar ou uso prolongado de corticoides.

Os pilares clássicos para prevenção e tratamento são: ingestão adequada de cálcio e vitamina D, atividade física regular, prevenção de quedas e tratamento medicamentoso quando indicado. O cafezinho e o chá podem ser consumidos dentro de um contexto alimentar equilibrado. “Essas bebidas podem fazer parte dos hábitos de vida, desde que com moderação, mas não substituem medidas comprovadamente eficazes para proteger os ossos ao longo do envelhecimento”, frisa Isabella Monteiro.

Fonte: Agência Einstein

 

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