A família e a defesa de Jair Bolsonaro começam a repensar a possibilidade de transferência do ex-presidente para o Complexo Penitenciário da Papuda, a "Papudinha", após três negativas de pedidos de prisão domiciliar. A informação foi compartilhada pela analista Larissa Rodrigues no Hora H.
Segundo a analista, há um entendimento inicial entre familiares e advogados de que talvez seja melhor para Bolsonaro ser transferido para a Papudinha, onde teria um espaço significativamente maior - cerca de três a quatro vezes o tamanho da cela atual na Polícia Federal - além de acesso a uma área externa semelhante a um jardim ou quintal.
Larissa Rodrigues explicou que essa reflexão surge após repetidas tentativas frustradas de converter a prisão em regime domiciliar. "Eu ouvi que eles começam a repensar se não seria melhor, depois de três negativas, desde a prisão só do ex-presidente, de tentativa de levá-lo para casa, transformando essa prisão ali na Polícia Federal em uma prisão domiciliar", afirmou.
Condições na Papudinha
O Complexo Penitenciário da Papuda conta com uma área reservada conhecida como Papudinha, que funciona mais como um alojamento do que como uma cela tradicional. O espaço oferece condições diferenciadas, incluindo uma área externa onde os detentos podem circular com relativa liberdade.
Um ponto relevante mencionado pela analista é que atualmente o ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques e o ex-ministro Anderson Torres dividem uma cela na Papudinha. Segundo informações obtidas por Rodrigues, não há outro espaço disponível no local, o que levanta questões sobre onde Bolsonaro ficaria caso fosse transferido.
"Não há também uma disposição do Supremo de colocar Jair Bolsonaro junto com o ex-comandante da PRF, junto com o ex-ministro da Segurança Pública do seu próprio governo", destacou a analista, acrescentando que, apesar da possibilidade de reunir os três no mesmo espaço, há relatos de que Torres e Silvinei não estão se comunicando adequadamente, apenas "balançando a cabeça quando se encontram".
Dentro do STF (Supremo Tribunal Federal), segundo a analista, há uma percepção de que a estratégia da defesa de Bolsonaro de fazer constantes pedidos baseados principalmente em questões de saúde está gerando mais cansaço do que resultados positivos. Os argumentos repetidos sobre o estado de saúde do ex-presidente e as consequências da facada sofrida em 2018 não têm conseguido sensibilizar a corte para a concessão da prisão domiciliar.
Fonte: CNN Brasil




