As manifestações ocorreram após a divulgação de um vídeo institucional gravado durante um evento realizado no município de Propriá, na região do Baixo São Francisco sergipano.
De acordo com a entidade, o conteúdo do vídeo tratava originalmente de um tema de interesse público relacionado à atuação institucional da procuradora. No entanto, segundo a OAB Sergipe, o material passou a ser utilizado nas redes sociais como espaço para ataques pessoais e comentários ofensivos.
Na nota, a ordem afirma que a crítica a ideias, posicionamentos ou manifestações públicas faz parte do ambiente democrático. Entretanto, destaca que, no caso em questão, houve a disseminação de ofensas e manifestações que, segundo a entidade, ultrapassam os limites da liberdade de expressão e atingem a honra, a dignidade e a imagem da procuradora.
A OAB Sergipe também ressaltou que as redes sociais não devem ser tratadas como um espaço sem regras e apontou que ataques pessoais direcionados a mulheres que ocupam cargos públicos configuram uma forma de violência que não deve ser naturalizada no debate público.
Ainda segundo a entidade, o episódio ocorre em um período simbólico, no mês de março, quando são reforçadas discussões sobre igualdade e respeito às mulheres. Para a instituição, situações como essa demonstram que o enfrentamento à misoginia e às diferentes formas de violência contra a mulher ainda representa um desafio na sociedade.
A manifestação foi assinada pela Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe e pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da seccional.
Fonte: F5News




