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Economia

Dólar opera abaixo de R$ 5,20, à espera de decisões de juros; Ibovespa sobe aos 184 mil pontos

Na véspera, a moeda americana teve queda de 1,41% e renovou o menor patamar em mais de um ano e meio, cotada em R$ 5,2056. Já a bolsa brasileira subiu 1,79% e bateu os 181.919 pontos pela primeira vez na história.

Por Redação Sergipe Notícias Publicado em 28/01/2026 às 11:37
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Dólar opera abaixo de R$ 5,20, à espera de decisões de juros; Ibovespa sobe aos 184 mil pontos

O dólar opera abaixo dos R$ 5,20 nesta quarta-feira (28). A moeda recua 0,59% perto das 11h, cotado a R$ 5,1751Na mínima, chegou a R$ 5,1716. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em alta de 1,20% no mesmo horário, aos 184.101 pontos.

primeira Superquarta de 2026 concentra as atenções do mercado financeiro. Investidores acompanham as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, após dados apontarem queda na confiança do consumidor americano e uma prévia de inflação abaixo das expectativas no Brasil.

 

 Nos EUA, a decisão ocorre em meio à pressão política do presidente Donald Trump por cortes mais agressivos nos juros. O consenso do mercado aponta para a manutenção da taxa entre 3,5% e 3,75%, com atenção especial às sinalizações de longo prazo.

 

  • As declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, também estarão no radar, já que esta será sua primeira entrevista coletiva desde a revelação de uma investigação criminal movida pelo governo Trump contra o banqueiro central.

 No Brasil, a expectativa majoritária é de manutenção da Selic em 15%, embora o mercado acompanhe o comunicado em busca de pistas sobre o início do ciclo de cortes. Parte dos analistas já vê espaço para sinalizações mais claras visando março.

  • Acumulado da semana: -1,41%;
  • Acumulado do mês: -5,16%;
  • Acumulado do ano: -5,16%.
  • Acumulado da semana: +1,71%
  • ;Acumulado do mês: +12,91%;
  • Acumulado do ano: +12,91%. 

     

    Inflação menor do que o esperado

     

    A prévia da inflação oficial (IPCA-15) subiu 0,20% em janeiro, segundo o IBGE, um pouco abaixo do esperado pelo mercado, de alta de 0,22%. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,50%.

    Os maiores aumentos vieram de saúde e cuidados pessoais (como plano de saúde e produtos de higiene) e de comunicação (especialmente celulares).

    A alimentação também voltou a subir, puxada por itens como tomate, batata, frutas e carnes, enquanto leite, arroz e café ficaram mais baratos.

    Por outro lado, os preços de transportes caíram, principalmente por causa da queda nas passagens aéreas e de medidas como tarifa zero em algumas cidades.

     

    De olho nos juros

     

    A prévia da inflação de janeiro foi divulgada em meio às expectativas pela primeira decisão de juros deste ano. A estimativa do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantenha as taxas inalteradas nesta semana, mas dê início ao ciclo de cortes ainda no primeiro trimestre de 2026.

    Segundo o Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (26), os economistas do mercado financeiro estimam que a taxa básica (Selic) encerre 2026 em 12,25% ao ano — uma queda de 2,75 pontos percentuais (p.p.) em comparação ao atual patamar, de 15% ao ano.

    A pesquisa do Focus é realizada semanalmente com mais de 100 instituições financeiras.

    A decisão do Copom acontece no mesmo dia em que os dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) também se reúnem para definir as taxas de juros por lá, na chamada Superquarta. No caso americano, a expectativa também é de manutenção das taxas.

    A principal preocupação, no entanto, fica por conta da sequência de embates entre o governo de Donald Trump e o Fed. Em afirmações recentes, o presidente americano voltou a atacar o presidente da instituição, Jerome Powell, ao ameaçar indiciá-lo por declarações feitas ao Congresso sobre o projeto de reforma de um edifício.

    Trump também tem reforçado o posicionamento de que deve indicar um novo nome para a presidência do Fed em breve — situação que aumenta a cautela entre investidores, que seguem receosos de que o indicado possa ceder à pressão política e reduza os juros americanos mais rapidamente, o que poderia enfraquecer a independência do banco central.

    O mandato de Powell termina em maio.

     

    Tensões geopolíticas e novos acordos comerciais

     

    Enquanto isso, as tensões geopolíticas continuam. Nesta segunda, Trump decidiu aumentar de 15% para 25% as tarifas sobre produtos da Coreia do Sul, como carros, madeira e remédios.

    O presidente dos EUA disse que tomou essa decisão porque o Parlamento sul-coreano não cumpriu um acordo comercial feito no ano passado. A Coreia do Sul afirmou que vai tentar negociar.

    Ao mesmo tempo, a China anunciou que vai se aproximar ainda mais da Rússia, aumentando a cooperação entre os dois países para enfrentar riscos externos, principalmente depois que os EUA divulgaram uma nova estratégia de defesa.

    Além disso, também ficou no radar dos investidores o novo pacto comercial entre a Europa e a Índia, firmado nesta terça-feira (27). O tratado reduz tarifas em vários setores e deve ampliar o comércio entre as duas regiões.

    A UE espera economizar até 4 bilhões de euros por ano com a queda das taxas indianas, enquanto a Índia quer aumentar exportações de têxteis, joias e produtos de couro.

    Entre os principais cortes estão os impostos sobre carros europeus (de 110% para 10%), vinho (de 150% para 20%) e produtos como massas e chocolate, que terão tarifas zeradas.

    O acordo também prevê cooperação em áreas como tecnologia, investimentos, circulação de trabalhadores, educação, segurança e defesa.

    Em um cenário global instável, UE e Índia buscam se fortalecer economicamente e reduzir a dependência de grandes potências como China, Rússia e Estados Unidos.

     

    Bolsas globais

     

    Em Wall Street, os índices operavam sem direção única nesta quarta-feira, conforme investidores aguardavam pela nova decisão de política monetária do Fed.

    Perto das 11h, o Dow Jones tinha queda de 0,83%, enquanto o S&P 500 avançava 0,41% e o Nasdaq Composite tinha alta de 0,91%.

    Na Europa, a maioria dos mercados operava em queda, também à espera das novas decisões de juros do BC americano.

    O índice pan-europeu STOXX 600 tinha queda de 0,65% perto das 11h, enquanto o FTSE 100, de Londres, operava com um recuo de 0,45%. Na França, o CAC 40 registrava queda de 1,30% e, na Alemanha, o DAX recuava 0,51%.

    A maioria das bolsas da Ásia fechou em alta nesta quarta-feira. A forte valorização do ouro impulsionou as ações de setores de energia e materiais.

    Na China, o índice de Xangai subiu 0,27%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas do país, avançou 0,26%. Em Hong Kong, o Hang Seng disparou 2,10%, no maior fechamento desde julho de 2021.

    Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,05%. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 1,69%. Em Taiwan, o Taiex teve alta de 1,50%. Já em Cingapura, o Straits Times caiu 0,28%, e, na Austrália, o S&P/ASX 200 teve queda de 0,09%.

     

     

    Fonte: G1

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