O mercado imobiliário de luxo em Aracaju protagonizou uma das recuperações mais expressivas do país no fechamento de 2025. De acordo com os dados do 4º trimestre do Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), a capital sergipana saltou da 60ª posição no trimestre anterior para a 23ª colocação nacional no segmento de Alto Padrão.
Com nota 0,521, a cidade consolidou sua retomada no ranking de empreendimentos voltados para famílias com renda superior a R$ 24 mil e imóveis a partir de R$ 811 mil. Essa ascensão de 37 posições em apenas três meses reflete uma melhora significativa nos indicadores de atratividade de novos lançamentos na capital.
Segundo o CEO do CV CRM, empresa responsável pela base de dados do indicador, o resultado de Aracaju acompanhou o desenvolvimento da região. “Enquanto o mercado nacional de alto padrão viu uma descentralização do eixo Sul-Sudeste, a capital sergipana seguiu a tendência de fortalecimento do Nordeste, posicionando-se estrategicamente ao lado de grandes polos como Fortaleza e João Pessoa”, analisou.
Desempenho nos demais segmentos
Embora o destaque do trimestre tenha sido o mercado de luxo, Aracaju mantém uma base sólida nos outros perfis de consumo. No Padrão Econômico, segmento voltado para imóveis entre R$ 115 mil e R$ 575 mil, a cidade encerrou o ano na 11ª posição nacional. Apesar de um recuo em relação ao 6º lugar ocupado no início do ano, a cidade permanece com atratividade considerada alta (nota 0,634).
Já no Médio Padrão, que diz respeito aos imóveis na faixa de R$ 575 mil a R$ 811 mil, a capital sergipana ocupa a 18ª posição no Brasil. O segmento demonstrou resiliência, recuperando-se da 25ª posição registrada no terceiro trimestre para fechar o ano com nota 0,548.
O IDI Brasil
O IDI Brasil
O Índice de Demanda Imobiliária é um indicador que aponta os perfis de empreendimentos mais procurados pelas populações locais, permitindo uma tomada de decisão estratégica na gestão de imóveis. O índice utiliza um modelo matemático que incorpora dados de transações reais, não autodeclarados, fornecidos pelo CV CRM.
O estudo é realizado pelo Ecossistema Sienge, através da operação do CV CRM, com metodologia do Grupo Prospecta e parceria institucional da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O material completo está disponível no site.
Fonte: Jornal da Cidade




