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Esporte

Para mais e para menos: os destaques e as decepções da Copa de 2026

Mundial terminou com histórias improváveis, protagonistas em alta e polêmicas dentro e fora de campo que marcaram a competição

Por Redação Sergipe Notícias Publicado em 20/07/2026 às 08:50
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Para mais e para menos: os destaques e as decepções da Copa de 2026

A Copa do Mundo de 2026 terminou com o bicampeonato da Espanha, mas o legado do torneio vai muito além da taça. Ao longo de 39 dias, o Mundial reuniu histórias improváveis, atuações históricas, personagens inesperados e polêmicas que movimentaram o futebol dentro e fora de campo. Entre acertos e frustrações, alguns episódios se destacaram e ajudaram a definir a competição.

Com esse panorama, a equipe de esportes da CNN Brasil selecionou os principais destaques e as maiores decepções da Copa do Mundo de 2026.

Para mais

Goleiro Vozinha, Cabo Verde e o brilho das estreantes

O grande fenômeno inesperado foi Vozinha. Aos 40 anos, o goleiro de Cabo Verde transformou uma seleção estreante em uma das maiores sensações da Copa. A equipe empatou com a Espanha na estreia, segurou o Uruguai e só caiu para a Argentina na prorrogação dos 16-avos de final, enquanto o veterano se tornou um dos atletas mais populares do torneio.

Cabo Verde, porém, não foi a única estreante a fazer história. Com o novo formato de 48 seleções, a Copa abriu espaço para novos protagonistas: Curaçao conquistou seu primeiro ponto em Mundiais, enquanto todas as seleções que disputaram sua primeira edição conseguiram marcar ao menos um gol. O cenário reforçou a diversidade do torneio e mostrou que as novidades também tiveram espaço para competir e deixar sua marca.

As reações argentinas

Vice-campeã do mundo, a Argentina construiu sua campanha sobre resiliência. A equipe de Lionel Scaloni acumulou reações improváveis, como a virada após sair perdendo por 2 a 0 para o Egito nas oitavas, além das classificações dramáticas sobre Cabo Verde e Suíça, ambas na prorrogação.

Embora em campo tenha sido impressionante o feito, o caminho até a final também foi marcado por episódios polêmicos, com reclamações de favorecimento aos argentinos e conduta inaceitável de alguns torcedores nos estádios, com cantos preconceituosos, gestos racistas e até copos de bebida arremessados contra fãs rivais.

Remada viking, "Wonderwall" e afins

As arquibancadas também deram um show à parte. A torcida da Noruega resgatou a icônica "Remada Viking" e transformou cada partida em um espetáculo visual, marcando o retorno dos escandinavos aos holofotes do Mundial após quase três décadas. A Inglaterra, por sua vez, adotou "Wonderwall", clássico da banda Oasis, como trilha sonora da campanha. O coro tomou conta dos estádios e virou um ritual entre jogadores e torcedores após cada vitória.

 

 

Repleto de momentos marcantes, a torcida mexicana deu show em ser uma anfitriã carismática e intensa quando o assunto é futebol. Em uma Copa marcada por grandes personagens dentro de campo, as arquibancadas também criaram seus próprios protagonistas e ajudaram a construir uma das atmosferas mais marcantes da história recente do torneio.

 

 

Wilton Pereira Sampaio

Na arbitragem, Wilton Pereira Sampaio viveu sua melhor Copa. O brasileiro comandou partidas importantes desde a abertura, recebeu avaliações positivas da FIFA e estabeleceu um novo recorde ao se tornar o árbitro brasileiro com mais jogos apitados na história dos Mundiais.

Entre memes e análises, o juiz foi um dos destaques do Brasil no Mundial, chegando a ficar até o fim e ser cotado para a decisão do torneio.

A Copa dos protagonistas

O novo formato com 48 seleções não diluiu o brilho dos principais astros. Pelo contrário. A Copa de 2026 foi marcada por jogadores que assumiram a responsabilidade nos momentos decisivos. Messi, aos 39 anos, liderou a Argentina até mais uma final e voltou a quebrar recordes. Haaland confirmou seu status de um dos melhores do mundo ao comandar a histórica campanha da Noruega, eliminando o Brasil e levando a seleção às quartas de final.

Mbappé terminou como artilheiro do torneio e voltou a decidir partidas importantes pela França. Pela Inglaterra, Harry Kane e Jude Bellingham formaram uma das duplas mais influentes do Mundial, conduzindo os ingleses até o terceiro lugar.

Para menos

Situação do Irã

Fora de campo, poucos casos chamaram tanta atenção quanto a situação do Irã. Problemas diplomáticos e restrições migratórias obrigaram a delegação a alterar sua preparação e levantaram questionamentos sobre as dificuldades enfrentadas por algumas seleções nos países-sede.

Nenhuma seleção enfrentou tantos obstáculos quanto o Irã. Antes mesmo da bola rolar, restrições migratórias impostas pelos Estados Unidos obrigaram a delegação a transferir sua base para Tijuana, no México, e a conviver com dificuldades de deslocamento e emissão de vistos para integrantes da comissão técnica.

Em campo, o drama continuou. A equipe terminou invicta, com três empates, mas foi eliminada de forma cruel após depender da classificação dos melhores terceiros colocados. A igualdade por 3 a 3 entre Áustria e Argélia, nos acréscimos da última rodada, classificou as duas seleções e deixou os iranianos fora do mata-mata por uma combinação de critérios de desempate, expondo a complexidade do novo formato com 48 equipes.

Vexame de seleções tradicionais

Nem todo gigante correspondeu às expectativas. O Uruguai protagonizou a maior vergonha entre as potências ao ser o único sul-americano eliminado ainda na fase de grupos, em meio a um ambiente de crise, críticas públicas ao trabalho de Marcelo Bielsa e conflitos internos no elenco.

A Alemanha voltou a confirmar sua decadência recente ao cair já na primeira fase do mata-mata, ampliando para quatro Copas consecutivas o jejum sem chegar às quartas de final. Portugal também ficou devendo. Mesmo com um elenco talentoso, apresentou um futebol burocrático, pouco criativo e foi eliminado pela Espanha nas oitavas de final, encerrando a campanha muito antes do esperado.

Caso Balogun

Nenhum episódio gerou tanta controvérsia fora das quatro linhas quanto o envolvendo Folarin Balogun. Expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, o atacante teve a suspensão automática anulada pela FIFA em uma decisão sem precedentes, após o Comitê Disciplinar rever o lance. A medida ganhou contornos ainda mais polêmicos depois da divulgação de que o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou com Gianni Infantino antes do julgamento.

Federações e dirigentes europeus criticaram duramente a entidade, acusando a FIFA de abrir espaço para interferência política e comprometer o princípio da isonomia esportiva. Em campo, porém, a decisão teve pouco efeito: Balogun voltou ao time, mas passou em branco na goleada por 4 a 1 sofrida para a Bélgica, que eliminou os americanos.

Em Copa dos protagonistas, Neymar e Cristiano Ronaldo ficaram devendo

Em um Mundial dominado por atuações decisivas de astros como Messi, Haaland, Mbappé, Kane e Bellingham, dois dos maiores jogadores da última geração passaram longe do protagonismo e ficaram devendo. Cristiano Ronaldo até marcou na fase de grupos, bateu recordes históricos de participações e gols, mas teve desempenho discreto, viu sua titularidade ser questionada e não conseguiu evitar a eliminação precoce de Portugal nas oitavas de final.

Neymar, por sua vez, chegou à Copa ainda em recuperação física, atuou por poucos minutos saindo do banco de reservas e não conseguiu mudar o destino do Brasil, eliminado pela Noruega nas oitavas. Para ambos, a despedida dos Mundiais terminou de forma melancólica, bem diferente da influência que exerceram durante mais de uma década no futebol internacional.

Árbitro da Somália barrado

A Copa também deixou uma história frustrante na arbitragem. Omar Artan, eleito o melhor árbitro da África em 2025, estava escalado para se tornar o primeiro somali a apitar uma partida de Copa do Mundo. O feito histórico, porém, nunca aconteceu. O juiz teve o visto de entrada nos Estados Unidos negado por restrições migratórias e acabou cortado do torneio antes mesmo da estreia. O episódio evidenciou as dificuldades burocráticas enfrentadas durante a competição e levantou questionamentos sobre a preparação dos países-sede para receber profissionais e delegações de todas as partes do mundo.

Apesar disso tudo, Omar foi recebido como herói no seu país após passar por todo o problema.

 

 

Fonte: CNNBrasil

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