A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Articulação, Parcerias e Investimentos (Sempi), recebeu, nesta segunda-feira, 6, os estudos técnicos referentes ao projeto de implantação de droneports na capital. O material foi elaborado pela empresa Droneportos do Brasil, autorizada a realizar os estudos após participar do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) nº 01/2025.
A entrega dos estudos marca uma nova etapa do projeto, que tem como objetivo estruturar a implantação de pontos de pouso e decolagem de drones de entregas na capital sergipana. O documento entregue precisa seguir as diretrizes estabelecidas no Termo de Referência do Edital publicado pela Prefeitura e contemplar uma abordagem multidisciplinar, reunindo análises técnicas, urbanísticas, ambientais, jurídicas e econômico-financeiras.
Entre os conteúdos apresentados é necessário que sejam identificados: pontos de interesse logísticos possíveis pela legislação para implantação dos droneports; os projetos de arquitetura de cada ponto, incluindo áreas comuns de uso público; definição preliminar de rotas aéreas e avaliação de impactos urbanos e ambientais; a forma operacional do serviço; as estimativas de investimento e custos para implantação, que ficarão sob responsabilidade do parceiro, sem uso de recursos do caixa municipal; e estruturação jurídica.
Com o recebimento dos estudos, o projeto entra agora na fase de análise técnica pela Comissão Especial do PMI, composta por representantes da Sempi, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (Semde) e da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), que irão avaliar se os estudos atendem às orientações estabelecidas no Termo de Referência do edital.
O presidente da comissão do PMI e diretor do Departamento de Parcerias da Sempi (DPAR), Marconi Cavalcanti, destacou a importância deste momento para o andamento do projeto. “Estando tudo adequado com o Termo de Referência, a próxima etapa será a apresentação dos estudos à sociedade, com a realização da consulta pública, garantindo transparência e participação social no projeto. Caso necessário, serão solicitadas complementações e/ou ajustes a serem apresentados em tempo adequado”, explicou.
O diretor pontuou que além dos aspectos estruturais e tecnológicos, o projeto dos Droneports também dialoga diretamente com a logística das entregas e o papel dos entregadores. Os drones devem ser utilizados, principalmente, em trajetos mais longos ou de difícil acesso por vias terrestres, operando em percursos mais extensos e ampliando a área de atendimento dos estabelecimentos, tornando as entregas mais eficientes.
“Na prática, o modelo não prevê entregas diretas nas residências por drones. Não se trata, por exemplo, de receber pedidos em janelas de apartamentos, algo que não é seguro, nem regulamentado. Os drones operam em rotas fixas e seguras, com pousos em pontos autorizados, garantindo organização e segurança na operação. O intuito é defender que esses droneports funcionem como áreas de convivência públicas gratuitas integradas à cidade e também ofereçam pontos de apoio aos entregadores, que farão parte do projeto”, disse.
Cavalcanti reforçou, ainda, que o projeto dos droneports é uma iniciativa da gestão municipal que incentiva a inovação na mobilidade urbana de Aracaju. “O projeto dos droneports faz parte da estratégia da Prefeitura para incentivar a modernização da capital. A proposta é posicionar o município como uma referência no uso de novas tecnologias voltadas ao desenvolvimento das cidades”, concluiu.
Fonte:PMA




