O Brasil teve recorde de feminicídios em 2025, com 1.568 registros de ocorrências em todo o país, segundo dados revelados às vésperas deste 8 de março, Dia Internacional das Mulher, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública – uma média de quatro mulheres assassinadas por dia em contexto de misoginia e violência doméstica.
Para contribuir de forma efetiva no combate a esse tipo de situação, a Hapvida mantém, em parceria com o Instituto Justiça de Saia, por meio do Projeto Justiceiras, o Canal Delas: um sistema sigiloso e seguro para denúncias e acolhimento de vítimas.
Desde 2022, o serviço já registrou mais de 360 ocorrências, que resultaram em atendimentos mais aprofundados a pelo menos 111 mulheres em situação de violência.
“Mais do que um canal de denúncia, trata-se de uma rede multidisciplinar que orienta sobre medidas protetivas, registro de ocorrência, acesso a serviços públicos e caminhos para a reconstrução da autonomia e da dignidade dessas mulheres”, afirma Flavio Freire, head de Sustentabilidade e Impacto Social na Hapvida.
A ferramenta, inicialmente voltada às colaboradoras da empresa, foi expandida para beneficiárias e para o público em geral.
“Esse é um tema especialmente relevante para nós, porque somos uma companhia formada majoritariamente por mulheres. Atualmente, cerca de 75% do nosso quadro de colaboradores é composto por mulheres, o que representa mais de 58 mil profissionais que contribuem diariamente para a construção da história da empresa. Essa representatividade também se reflete nas posições de liderança, onde a presença feminina tem papel expressivo na condução das equipes e no desenvolvimento estratégico da companhia”, ressalta o executivo.
Números alarmantes
O número de feminicídios de 2025 (1.568), recorde histórico no país, representa um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando houve 1.492 casos. Desde o início da série histórica, iniciada em 2015, com 449 casos, o aumento é de cerca de 250%.
“Infelizmente, os números mais recentes mostram que a violência contra a mulher segue como um dos desafios sociais mais urgentes. Por isso, apoiar projetos como esse está totalmente alinhado ao nosso propósito de cuidar das pessoas de forma integral. Essa não é apenas uma questão de segurança pública ou jurídica, mas também um tema de saúde, dignidade e direitos humanos”, completa.
Importância da escuta
A psicóloga Karolayne Oliveira, da Hapvida, ressalta que muitas vezes as mulheres têm que superar barreiras emocionais para dar o primeiro passo e sair do contexto da violência.
“A sociedade julga muito as mulheres. Muitas vezes, a pessoa está sendo agredida e não fala nada, mas o motivo é que ela tem medo. Medo de perder o fator financeiro, medo de ser afastada dos filhos, medo de perder tudo o que ela acha que tem com aquele parceiro”, explica.
“Não é fácil sair de um relacionamento, não é fácil reiniciar toda uma trajetória. Mas ninguém tem o direito de violentar psicologicamente, violentar fisicamente uma mulher. Procurar ajuda é fundamental”, continua.
Para a especialista, a ajuda profissional é essencial. As denúncias podem ser feitas de forma anônima. “Também é importante procurar uma rede de apoio. Pode ser uma vizinha, pais, irmãos, desde que a mulher se sinta de fato apoiada por eles”, diz.
A psicóloga ressalta ainda a importância da psicoeducação. “Quando a mulher tem noção do que está acontecendo, quando ela é orientada por políticas públicas, pela empresa em que trabalha, por todo o meio que está em volta dela, sobre como funciona o comportamento de um agressor, ela entende que pode sair dessa situação antes que algo de pior aconteça”, finaliza.
Quebrar o ciclo
A advogada especialista na defesa dos direitos das mulheres e fundadora do Projeto Justiceiras, Gabriela Manssur, ressalta que quebrar o silêncio é de extrema importância e pode ajudar a salvar vidas.
“O Canal Delas, em parceria com o Projeto Justiceiras, é um meio de denúncia sigiloso e multidisciplinar que interrompe os ciclos de violência contra a mulher antes que cheguem ao desfecho mais extremo: o feminicídio. O silêncio mata. A responsabilidade salva”, afirma.
“O papel das empresas é decisivo nesse enfrentamento. É necessário informar, conscientizar, acolher e oferecer canais seguros de escuta qualificada, com encaminhamentos objetivos para o sistema de justiça. Reduzir os índices de feminicídio exige ação coordenada, dados precisos e coragem institucional para enfrentar a violência de forma estruturada”, finaliza.
Como denunciar
As denúncias no Canal Delas podem ser feitas pela própria vítima ou por terceiros, 24 horas por dia, sete dias por semana, por meio do portal ou do aplicativo da Hapvida (canais exclusivos para mulheres beneficiárias ou colaboradoras) e pelo Instagram da empresa. Todos os canais garantem o sigilo.
As demandas são atendidas por uma rede multidisciplinar de especialistas voluntárias da ONG, que oferece apoio jurídico, psicológico, médico e socioassistencial às vítimas.
- Pelo portal (apenas para beneficiárias): https://portal-beneficiario.hapvida.com.br/. Após fazer o login, clique em “Serviços”, depois em “Precisa de Ajuda” e, em seguida, em “Canal Delas”.
- Pelo aplicativo (apenas para beneficiárias): Disponível para Android e iOS. Após o login, busque a opção “Benefícios” e clique em “Precisa de Ajuda?”. O “Canal Delas” ficará disponível para a denúncia.
- Pelo Instagram: Acesse o perfil @hapvidasaude. Na bio, clique no link linktr.ee/hapvidasaude. Na opção “Canal da Mulher”, escolha uma das três alternativas: “Sofri violência, quero denunciar e preciso de ajuda”, “Quero denunciar uma violência sofrida por outra mulher” ou “Quero denunciar uma violência pelo WhatsApp”. Em seguida, um formulário para preenchimento será aberto.
Sobre a Hapvida
Com cerca de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 73 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.
Todo o aparato foi construído com base em uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 86 hospitais, 80 prontos atendimentos, 365 clínicas médicas e 301 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.




