A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Aracaju intensificou as medidas de assistência diante do aumento dos casos de síndromes respiratórias na capital. Dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), exportados em 8 de abril, mostram crescimento de 103% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com necessidade de hospitalização no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Com o avanço dos casos, a SMS reforçou que os hospitais devem ser procurados prioritariamente por pacientes em estado grave, que necessitam de internação ou atendimento intensivo. Pessoas com sintomas leves, como coriza, dor de cabeça, dor de garganta e febre, devem buscar atendimento nas Unidades de Saúde da Família (USFs), como forma de evitar sobrecarga na rede de urgência e emergência.
Segundo a coordenadora da Rede de Urgência e Emergência da SMS, Leilane Araújo, o uso adequado dos serviços de saúde é essencial para garantir agilidade no atendimento. Ela destacou que muitos pacientes procuram diretamente os hospitais ao apresentarem os primeiros sintomas, quando o mais indicado é iniciar o atendimento pela rede básica.
Uma das principais portas de entrada para os casos mais graves, o Hospital de Urgência Fernando Franco adotou medidas para ampliar a capacidade de resposta. De acordo com o diretor-geral da unidade, Marcus Monteiro, foi criado mais um consultório médico e houve reforço na equipe assistencial. Atualmente, sete médicos atuam no atendimento, além da aceleração dos exames laboratoriais para dar mais rapidez ao fluxo interno. Apesar disso, o aumento da demanda ainda impacta o tempo de espera.
A diretora-executiva da FABAMED, Cláudia Carvalho, entidade responsável pela gestão do hospital, afirmou que a organização da rede é decisiva para manter a eficiência do atendimento durante o período de sazonalidade das doenças respiratórias.
Além da orientação sobre o fluxo correto de atendimento, a SMS também reforçou a importância da vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos prioritários, como crianças e idosos. De acordo com a pasta, a imunização ajuda a reduzir a gravidade dos casos e o risco de complicações que podem levar à internação.
Fonte:F5News




