O Dia dos Namorados, celebrado em 12 de junho no Brasil, costuma ser associado a declarações de amor, presentes e encontros românticos. No entanto, para quem está solteiro (a), a data pode despertar sentimentos variados, que vão desde a tranquilidade até reflexões sobre a própria vida afetiva.
Segundo a psicóloga Juscimária Bezerra da Hapvida Aracaju, a comemoração nem sempre é vivenciada da mesma forma por todas as pessoas. Enquanto alguns casais vivem a expectativa dos presentes e das celebrações, outras pessoas podem se sentir pressionadas pelas cobranças sociais relacionadas aos relacionamentos.
“Enquanto alguns vivem a expectativa da comemoração, do jantar e dos presentes, outros podem se sentir incomodados, pressionados e até questionar a própria vida afetiva, como se estivessem ‘encalhados’. Mas essa data também nos convida a uma reflexão importante: o amor não se resume apenas aos relacionamentos amorosos”, destaca.
A especialista explica que o amor pode ser encontrado em diferentes formas de vínculo construídas ao longo da vida, seja na amizade, na família, na convivência com os filhos, animais de estimação ou até mesmo na relação que cada pessoa estabelece consigo mesma.
De acordo com a psicóloga, existe uma cobrança cultural para que a felicidade esteja associada à vida a dois. No entanto, a experiência clínica demonstra que o bem-estar emocional está muito mais ligado à qualidade das relações e à forma como cada indivíduo se percebe.
“Na prática clínica, observamos que a felicidade e o equilíbrio emocional têm muito mais relação com vínculos saudáveis e com a maneira como nos enxergamos do que propriamente com o estado civil”, afirma.
Ressignificar a data
Para muitas pessoas solteiras, o Dia dos Namorados tem sido cada vez mais ressignificado. Em vez de representar ausência ou solidão, a data passa a ser vista como uma oportunidade de investir em autocuidado e amor-próprio.
Entre as atitudes mais comuns estão dedicar tempo para atividades prazerosas, frequentar restaurantes, realizar programas individuais, adquirir um presente para si mesmo ou simplesmente aproveitar a própria companhia.
Outra alternativa encontrada por muitos solteiros é valorizar os laços de amizade. Reuniões com amigos e encontros sociais reforçam a ideia de que afeto, companheirismo e pertencimento não dependem exclusivamente de um relacionamento amoroso.
“Estar solteiro (a) não significa estar sozinho (a) abandonado (a) ou solitário (a). Da mesma forma, estar em um relacionamento não garante felicidade ou realização. São situações completamente diferentes”, ressalta Juscimária.
Comparações nas redes sociais
A psicóloga também alerta para o impacto das redes sociais durante a data. Publicações com declarações românticas e demonstrações de afeto podem estimular comparações que nem sempre refletem a realidade.
“Muitas vezes observamos a vida do outro e a utilizamos como parâmetro para avaliar a nossa própria realidade. Mas nem sempre o que vemos nas redes representa a vida real. São recortes e momentos idealizados, que podem gerar expectativas incompatíveis com a vida de cada pessoa”, explica.
Por isso, algumas pessoas optam por reduzir o uso das redes sociais durante o período, evitando gatilhos emocionais e preservando o bem-estar psicológico.
Amor em diferentes formas
Para a especialista, o principal convite do Dia dos Namorados é ampliar a compreensão sobre o significado do amor. Mais do que celebrar relacionamentos românticos, a data pode servir para reconhecer os vínculos afetivos já existentes e fortalecer o cuidado consigo mesmo.
“No fim das contas, cada pessoa tem sua própria história, seu próprio tempo e sua própria realidade. O amor também está presente no autocuidado, nas amizades, na família e, principalmente, na forma como cuidamos de nós mesmos. Esse é o verdadeiro sentido da data”, conclui.
Fonte || Assessoria de Comunicação




