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Saúde

Hospital de Cirurgia recebe certificação ONA Nível 3, grau máximo de excelência, no ano do seu centenário

Em discurso emocionado, interventora Márcia Guimarães relembra crise de 2018, quando hospital esteve prestes a fechar, e celebra reconstrução que levou o HC a ser o único filantrópico de Sergipe com selo máximo

Por Redação Sergipe Notícias Publicado em 04/09/2026 às 10:57
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Hospital de Cirurgia recebe certificação ONA Nível 3, grau máximo de excelência, no ano do seu centenário


O Hospital de Cirurgia (HC) realizou nesta semana a solenidade oficial de entrega da certificação ONA Nível 3 – Acreditado com Excelência, grau máximo concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). A conquista ocorre no ano em que a instituição celebra 100 anos e a coloca como o único hospital filantrópico de Sergipe a alcançar o mais alto nível da ONA.

A cerimônia, realizada no pátio do hospital, contou com momento ecumênico, discursos e a entrega oficial do certificado, com a presença de representantes da ONA, da NCC Certificações, dirigentes, profissionais, colaboradores e autoridades.

O selo é resultado de um trabalho que permitiu ao Hospital de Cirurgia recuperar sua capacidade, ampliar serviços, modernizar estruturas e estabelecer uma nova cultura de gestão, qualidade e segurança. Em 2024, esse caminho levou o HC à primeira acreditação ONA Nível 1. Em 2026, no ano do centenário, o Cirurgia chega ao nível máximo.

À frente desse processo está a Interventora Judicial do Hospital de Cirurgia, a enfermeira Márcia Guimarães, responsável por liderar, junto com toda a equipe, a reconstrução da instituição.

Em um discurso emocionado, Márcia definiu o momento como mais que a entrega de um certificado:
“É difícil encontrar palavras para traduzir a emoção desse momento. O que celebramos aqui não é apenas a entrega de um certificado. Hoje nós estamos celebrando a história do hospital, que chegou muito perto do fim, mas encontrou forças para reescrever o seu destino.”
Ela relembrou o cenário crítico de 2018:
“O Cirurgia em 2018 enfrentava uma das maiores crises da nossa história. Dívidas, falta de insumos, equipamentos precários, salários atrasados e portas prestes a fechar. Parecia o fim, mas nós aprendemos que algumas histórias não terminam quando parecem chegar ao fim. Elas se reconstruem.”

“Em novembro de 2018, com a intervenção judicial, iniciamos um trabalho árduo que exigiu coragem, planejamento e muita, muita fé. Não reconstruímos apenas paredes ou processos. Nós reconstruímos a esperança do trabalhador, a esperança do paciente, a esperança de uma família, a esperança do sistema.”
Márcia destacou que o hospital não se acomodou após a primeira acreditação, em 2024, quando se tornou o primeiro filantrópico de Sergipe a conquistar a ONA Nível 1. O avanço para o Nível 3, segundo ela, só foi possível pelo perfil da equipe:
“Quando a gente tem um químico forte, um pouco estranho nas veias, bastante forte, e um olhar muito, mas muito de amor ao próximo, que são todos que trabalham aqui nesse hospital. Que presente maior essa instituição poderia ter nesse centenário?”

“Esse selo chancela a trajetória do hospital, que saiu do quase encerramento para se tornar referência, protagonizando grandes avanços em saúde em Sergipe. Retornamos aos transplantes renais, realizamos o primeiro transplante de fígado do Estado, reativamos a pediatria após 16 anos, ampliamos de forma histórica o atendimento aos pacientes do SUS.”
Emocionada, a interventora fez questão de dividir o mérito e agradeceu a todos que participaram da reconstrução:
“Ninguém fez essa transformação sozinho. Nossa profunda gratidão a Deus pela força nos momentos mais difíceis. Ao Ministério Público, ao Tribunal de Justiça e ao Tribunal de Contas, por acreditarem institucionalmente nessa reconstrução. Ao Governo do Estado de Sergipe, à Secretaria de Estado da Saúde, aos nossos parlamentares, cujas emendas foram fundamentais para custeio, manutenção e investimento tecnológico, e para o aumento da nossa oferta de serviços.”
Ela agradeceu ainda aos parceiros que atuam diariamente no hospital – Angiocor, Reonco, Aunea, Cercose, CW e AMO – à NCC Certificações, “por conduzir todo o processo de avaliação com extremo profissionalismo”, à ONA pela missão de impulsionar a qualidade no país, e ao consultor Leonardo, que acompanha o projeto desde 2018.

Com a certificação, o HC passa a integrar um grupo restrito nacional: dos cerca de 1.800 hospitais filantrópicos brasileiros, apenas 59 possuem a ONA Nível 3, que reconhece não apenas a segurança assistencial, mas a integração total dos processos e a maturidade da gestão.

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