Celebrado em 29 de outubro, o Dia Mundial do AVC destaca a importância do diagnóstico rápido para reduzir o risco de complicações
Estudos epidemiológicos publicados pela Universidade Federal de Sergipe, UFS detalham números preocupantes da incidência do Acidente Vascular Cerebral em Sergipe através de análises de longos períodos.
Com foco no monitoramento das internações por AVC, Sergipe registrou 7.078 internamentos em um recorte dos últimos três anos. Os pesquisadores identificaram uma linha de tendência ascendente no estado, com o número de hospitalizações crescendo ano a ano.
Em termos comparativos regionais, Sergipe historicamente apresenta uma taxa de hospitalização registrada por AVC isquêmico menor por 100 mil habitantes se comparado a estados nordestinos como Alagoas e Maranhão.
No entanto, os pesquisadores apontam um dado crítico: Sergipe apresenta uma das maiores proporções de óbitos hospitalares por AVC do Nordeste, cerca de 21,42%.
O neurologista Drusus Peréz Marques, da Hapvida, explica quais sinais podem indicar a doença e o motivo de algumas manifestações serem confundidas com outros problemas de saúde.
Sintomas podem ser confundidos com outras doenças
Os sinais mais característicos do AVC envolvem a perda de uma capacidade que a pessoa tinha anteriormente, como movimentar os braços ou as pernas, falar, enxergar ou ficar em pé.
Segundo o neurologista, o AVC geralmente provoca a perda súbita de alguma função, mas os sinais nem sempre são reconhecidos de imediato. “Em alguns casos, a pessoa apresenta dificuldade para compreender a linguagem, começa a falar frases sem sentido ou demonstra alterações de comportamento, que podem ser confundidas com problemas psiquiátricos. A perda de parte da visão também pode ser atribuída a problemas oftalmológicos, enquanto tontura e vertigem podem ser confundidas com labirintite”, explica.
Nos casos de AVC hemorrágico, uma dor de cabeça muito intensa também pode ocorrer, acompanhada de outros sintomas neurológicos.
Atendimento rápido pode reduzir o risco de sequelas
A perda de força em um dos lados do corpo, o desvio da boca e a dificuldade para falar estão entre os sinais que exigem atenção imediata. Alterações visuais, vertigem e dor de cabeça intensa também podem indicar um AVC e precisam de avaliação médica. Para o especialista, diante da suspeita, é importante procurar um serviço de emergência sem esperar que os sintomas desapareçam. “É preferível procurar um hospital e descobrir que não se trata de um AVC do que deixar de buscar assistência quando a doença está presente. O diagnóstico e o atendimento precoces são fundamentais para que o paciente tenha acesso ao tratamento adequado”, alerta Drusus.
No AVC isquêmico, a obstrução de um vaso interrompe a chegada de sangue a uma região do cérebro. Sem circulação adequada, o tecido cerebral pode sofrer lesões irreversíveis em poucos minutos ou horas. Quando o tratamento ocorre em tempo hábil, é possível restabelecer o fluxo sanguíneo e recuperar funções afetadas.
Já no AVC hemorrágico, o rompimento de um vaso provoca sangramento no cérebro e exige atendimento imediato. A avaliação médica permite definir o tratamento adequado e reduzir o risco de complicações.
Hipertensão é o principal fator de risco
A pressão alta é o principal fator de risco para o AVC, explica o neurologista. O colesterol elevado, o diabetes, o tabagismo e o sedentarismo também aumentam as chances de ocorrência da doença. “Algumas condições genéticas e doenças cardíacas podem contribuir para o problema. Manter a pressão arterial controlada é uma das medidas mais importantes para prevenir o AVC”, ressalta.
A prevenção também envolve alimentação equilibrada, atividade física regular e acompanhamento dos níveis de colesterol e glicose. Pessoas com doenças cardíacas devem manter acompanhamento médico para avaliar os riscos e receber orientações individualizadas. O controle desses fatores, aliado ao reconhecimento dos sintomas e à procura imediata por atendimento, pode reduzir as chances de AVC e suas consequências.
Sobre o Grupo Hapvida
Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.
Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado completo, com mais de 800 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial além de espaços especificamente voltados ao cuidado preventivo e crônico.
Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.



