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Cotidiano

Primeiro LIRAa do ano identifica apenas dois municípios sergipanos com alto índice de infestação do Aedes aegypti

Neste primeiro levantamento, os municípios de Itabaiana (5,1) e Simão Dias (4,3) apresentaram alto risco

Por Redação Sergipe Notícias Publicado em 26/01/2026 às 11:04
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Primeiro LIRAa do ano identifica apenas dois municípios sergipanos com alto índice de infestação do Aedes aegypti

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou, nesta segunda-feira, 26, o primeiro Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, que identificou apenas dois municípios sergipanos com alto índice de infestação. Outros 34 municípios apresentaram médio risco, 37 mostraram baixo risco e dois não realizaram o levantamento. 

 O LIRAa é uma metodologia de amostragem utilizada pelas secretarias de saúde para mapear a infestação do mosquito em determinada região. Trata-se de uma ferramenta importante para identificar a presença do vetor nas localidades, onde são observados potenciais criadouros, locais onde o mosquito se prolifera com maior frequência. A partir desses dados, são desenvolvidas atividades de prevenção como visitas domiciliares, atividades educativas e palestras em escolas.

 O estudo mede a presença do vetor nas localidades pesquisadas. O índice satisfatório vai de 0 a 0,9 (baixo risco); o de média infestação vai de 1,0 a 3,9 (médio risco), e acima de 4,0 se configura como alto risco. Neste primeiro levantamento, os municípios de Itabaiana (5,1) e Simão Dias (4,3) apresentaram alto risco de infestação do Aedes aegypti .

 Segundo a gerente de Endemias da SES, Sidney Sá ,o LIRAa é uma ferramenta crucial, principalmente para os estados e municípios que estão avaliando com mais frequência os indicadores entomológicos. “O LIRAa identifica focos, áreas de risco e direciona as ações de controle. Então, é importante ressaltar que é uma atividade para direcionar nas ações de controle. Os municípios identificados com alto risco neste primeiro levantamento de 2026, Itabaiana e Simão Dias, sempre estão apresentando um índice elevado, mas já estão trabalhando  para controlar esse índice para que a população não adquira a doença”, ressaltou.

 Medidas preventivas

 A participação da sociedade é fundamental para combater e prevenir a proliferação do mosquito, que costuma utilizar qualquer tipo de recipiente que acumule água para depositar seus ovos. Por isso, é necessário que as pessoas se conscientizem e adotem medidas eficazes de prevenção, verificando vasos de plantas com água parada, caixas d’água destampadas, reservatórios descobertos, pneus e outros recipientes que possam se transformar em criadouros.

 O Aedes aegypti é o principal vetor de transmissão das doenças virais conhecidas como dengue, zika e chikungunya. Suas características incluem a presença de listras brancas nas pernas e no dorso. A melhor forma de combatê-lo é impedindo a sua proliferação e, por isso, é essencial estar atento aos cuidados preventivos.

 “O Aedes aegypti é um vetor altamente resiliente, ele se reproduz rapidamente em água parada, então é importante que essa prevenção seja contínua. É a única maneira de evitar epidemias e aumento de casos”, destacou a gerente de Endemias da SES, Sidney Sá.

 Para reforçar o combate ao mosquito transmissor, o carro fumacê também é utilizado como medida complementar. No entanto, mesmo com a circulação do equipamento, a população deve continuar adotando ações preventivas.

 Sintomas

 A infecção pelo mosquito pode provocar sintomas como dor de cabeça intensa, cansaço extremo e dores musculares, além de dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele.

 Por isso, ao surgirem os primeiros sintomas, é recomendado procurar assistência na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação médica. A população deve ter cuidado com a automedicação, pois anti-inflamatórios e medicamentos que contêm ácido acetilsalicílico são contraindicados em pessoas com dengue, podendo aumentar o risco de sangramentos e outras complicações.

 

 Fonte: GOV SE

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